quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Rematch, meu querido!

Já perdi as contas de quantas vezes contei essa história... mas agora vou eternizar aqui e quando alguém me perguntar, só passo o link! hehe ;p

Bom, como disse no post anterior, logo de cara, não gostei da host family. No exato momento em que pisei naquela casa, pensei: "Que que eu to fazendo aqui?????" E foi esse o meu pensamento por todo o tempo que estive lá. Absolutamente nada do que eu esperava correspondia à realidade. Que triste, meu... O background é o seguinte: Eu seria a primeira au pair. A vó sempre cuidou das kids (a host tinha falado que apenas que as kids estavam acostumadas a outras pessoas cuidarem delas), o pai é bombeiro e tinha um schedule bem flexível mas iria pro Afeganistão com os militares no fim de setembro e ficaria lá de 4 a 6 meses, por isso ela precisaria muito de alguém pra cuidar das crianças enquanto ela trabalhasse, já que eles iriam mudar para uma cidade mais longe da avó. Como eu trabalharia muito durante a semana, meus weekends seriam sempre off. Ok, agora senta que lá vem a história...


A host me buscou no hotel na quinta-feira e me levou para a casa da mãe dela, onde estavam as crianças. Ficamos o dia inteiro lá, só saímos um pouquinho pra dar uma volta com as kids... conversamos um pouco, conheci os avós e mais umas pessoas da família. Comemos pizza e fomos embora quase 11h da noite. (Belo horário pra criança ir pra cama, não?) Chegando em casa, tive aquela decepção... um apartamento pequeno, sujo, bagunçado... aí a menina correu e pegou uma boneca que tocava uma música... nossa, aquela música virou um trauma pra mim! Sempre que ouvia, me vinha o flashback desse momento em que  imaginei o inferno que seria meu ano ali! A host me mostrou o meu quarto, que era pequeno obviamente, com 1 cama de casal e 2 cômodas cheias de roupas das kids, mais umas caixas de sapato empilhadas num canto. Ou seja, tudo improvisado. A roupa de cama era velha, toda rasgada... senti um imenso asco de deitar ali, mas era o jeito. Claro que a primeira coisa que fiz assim que fiquei sozinha foi chorar! Isso que já tinha chorado um pouco quando falei com a família, namorado e amiga no skype na casa da vó... o que me deixou mais chateada nisso tudo foi o descaso deles, sabe? Não prepararam absolutamente nada para a minha chegada... eu era a primeira au pair e caí de para-quedas num trem andando todo capenga já. Isso que tinha sido meu aniversário 1 semana antes e a host disse que iríramos comemorar quando eu chegasse lá. Aham! Você comemorou? Assim comemorou ela. Isso que ferra... a mulher fala as coisas da boca pra fora, então vc inevitavelmente cria expectativas e depois se frustra. Bem bacana... só que não!

Ela tinha dito que eu podia dormir o quanto quisesse, que no outro dia iríamos ao mercado comprar comida e o que mais eu precisasse, e depois ela tinha um casamento, então eu ficaria na casa da avó com a menina. Acordei às 10h, com ela entrando no "meu" quarto pra pegar roupa para as crianças. Cara, que merda é essa??? Como ela entra no meu quarto sem bater? Aposto que era pra ver se eu acordava... ridículo. Aí mal levantei, ela já foi pegando as coisas para sair... o pai tinha chegado em casa de manhã e saído com o menino para pegar a roupa pro casamento (ele é bombeiro, então estava de plantão no dia anterior e eu só fui conhecê-lo no domingo O.O). Fomos ao mercado, depois pra casa da vó. Fiquei lá o dia inteiro até que na janta, tive uma grata surpresa: a vó liga pra host perguntando até que horas eu deveria ficar on duty! WHAT??? Eu tinha acabado de chegar, como assim eu teria um horário a cumprir? Nem sequer estava recebendo por aquilo... aí a host disse 8h e a vó me falou q a esse horário eu poderia ficar off com um sorrisinho de quem estava me dando uma boa notícia! Não discuti, pq afinal não era com a vó que eu deveria tratar disso, mas sim com a inútil da host né...

No dia seguinte, acordei às 8h, como a vó tinha pedido, e esperei a host chegar... aí ficamos por ali e depois fomos pra casa. Aí a host me disse que queria que eu fosse com eles no domingo pra ver a nova casa e, enquanto ela ajudava a fazer o que tinha a ser feito lá, eu cuidaria das crianças como se não tivesse ninguém por perto. Ok... claro que foi um desastre... eu estava me sentindo péssima, não tinha tido um tempo de me entrosar com as crianças e já estava sob teste! Conversei com a host sobre a questão de trabalhar no fim de semana, pq tínhamos combinado que meus weekends seriam sempre off e isso era importante pra mim. Ela só sorriu e falou que tudo bem, era só naquele weekend mesmo. À noite, enquanto tomava banho, decidi que iria precisar dar a volta por cima disso e aguentar a situação até irmos para a casa nova e começarem as aulas, pois as coisas poderiam melhorar! Saí do banho e fui conversar com a host... disse que sabia que as coisas não estavam parecendo muito boas, que eu estava meio perdida, mas faria o meu melhor naquela semana e blá blá blá... aí ela falou que estava muito decepcionada, que eu não demonstrei estar empolgada, que não estava sendo calorosa com as crianças e que ela já tinha enviado um e-mail para a LCC perguntando como funcionava o rematch porque ela achava que eu não daria certo lá! Aí vem a pergunta que não quer calar: por que diabos ela não falou isso pra mim antes??? Por que fica dando sorrisinho ao invés de jogar a real??

Enfim, A LCC falou pra ela que eu estava ali há apenas 3 dias, que ela deveria me dar pelo menos 1 mês. Aí ela foi jantar com as crianças na casa dos pais e eu fiquei em casa. Decidi dar os presentes que tinha trazido do Brasil. Não tinha dado ainda pq estava esperando reunir a família toda... como não tinha ideia de quando isso ia acontecer, resolvi dar naquele momento e começar a semana do zero. Aí foi isso, dei os presentes quando eles voltaram, escrevi uma carta pra ela falando sobre o que eu tinha refletido e começamos a semana. No fim dessa semana, ela disse estar um pouco mais satisfeita... tivemos a reunião com a LCC e pareceu que as coisas iriam andar. Só pareceu, pq na segunda semana vieram mais problemas. Por exemplo, um dia em que estava off no fim da tarde, ela me chamou para ir jantar na casa dos avós e eu aceitei, afinal estava cansada de só comer pizza. Lá, a menina ficou o tempo todo atormentando a mãe e eu fiz a minha parte, jantei, lavei meu prato e fiquei na minha, já que tinha um amiguinho do menino lá brincando com ele e os avós sempre me falavam pra relaxar enquanto estava off. Aí, ao chegar em casa, a mulher se virou no Jiraya e veio com os 2 pés no peito reclamar que eu não a ajudei durante o jantar com a menina... pq eu encaro aquilo só como um job, não tenho vontade de ajudá-la e ela precisa de alguém que verdadeiramente queira ajudar e blábláblá whiskas sachê... Esse dia foi péssimo demaisssssss! Aí no dia seguinte, a host senta para conversar comigo e finalmente me entregar as regrinhas dela por escrito. É quando ela me diz que pediu para a agência liberá-la para ir conversando com outras au pairs, pois, caso entrássemos em rematch, ela teria que ter alguém no gatilho.

Lá pro fim dessa semana tenebrosa, uma menina fez um post no grupo de Au Pair do Facebook oferecendo a família dela. Eles tinham fechado o match com uma menina da Costa Rica, mas o visto dela tinha sido negado e, como eles precisavam de outra menina com urgência, pediram  ajuda dela. Na hora que li isso, senti uma coisa inexplicável... pensei que essa poderia ser um opção pra mim, entrar em rematch logo e tentar ser feliz em outra família. Eu fiquei super interessada, pq ela disse que era uma HF muito boa e tal, então contei a minha situação pra ela e disse que provavelmente entraria em rematch. A menina falou sobre mim pra host e eu mandei um e-mail pra ela. A host (K.) respondeu no dia seguinte que eu deveria ver a questão do rematch com a minha LCC pois isso levava tempo, mas mandou a carta e as fotos deles anexa. Respondi agradecendo e dizendo que após o fim de semana teria uma resposta sobre o meu rematch.

No finde, saí pra espairecer com as amigas no sábado e no domingo fui com a host e as kids num parque de diversões. Fiquei grudada no menino o tempo todo pra ela não ter do que reclamar. Aí, na segunda, ela me mandou um email perguntando como eu estava me sentindo, o q estava achando, se sentia que realmente iria dar certo etc.. já estava tão de saco cheio desses emails e mensagens dela todo dia, que joguei a real pra ela. Falei que me sentia um pouco mal pq ela não confiava em mim, a mãe dela sempre estava por perto pra monitorar o meu trabalho, eu não tinha liberdade pra sair com as crianças sozinha, então ficava difícil entretê-los por 10h dentro do apartamento e tal. Aí ela disse que conversaríamos à noite. Chegada a hora da conversa, ela começou a me perguntar o que eu achava de rematch, disse que talvez eu poderia ter a experiência que procurava com outra família, que ela daria ótimas referências sobre mim, porque eu era uma pessoa ótima, mas ela estava com medo de eu não dar conta das expectativas dela. Então, eu respodi que me sentia perfeitamente capaz de fazer um bom trabalho com os filhos dela, mas precisaria de tempo para consolidar o relacionamento com as kids e na nova casa poderia me organizar melhor e teria mais recursos para passar o dia bem com eles, mas como ela não tinha tempo (como ela vivia dizendo), eu achava o rematch uma boa alternativa para ambas as partes. E foi assim!

Logo depois dessa conversinha, corri pro ipad e mandei um email pra K. (a nova host mom), perguntando se ela já tinha conseguido outra au pair e falando que entrei em rematch e gostaria muito de falar com a família dela, pois fiquei muito interessada no perfil deles. Disse que a razão do meu rematch foi um conflito de estilo de vida, mas que não tinha problemas pessoais com a família em que estava (até então, não tinha mesmo). Ela respondeu que não tinha fechado com ninguém ainda e quis marcar um skype pro dia seguinte. Iupiiiiiiiiii!!!!!! Passei os horários em que eu poderia falar e ela ficou de me ligar.

No dia seguinte, a host chata ligou pra LCC e informou o nosso desejo de rematch. A LCC me ligou pra confirmar e já liberou meu perfil. Ela apenas me perguntou se tinha preferência de lugar nos EUA, e de idade das crianças para me direcionar as famílias. Falei que não me importava com o local, mas gostaria de cuidar de babies ou kids maiores de 6. Perguntei se precisava mudar algo no meu application e se havia alguma nota com a razão do meu rematch lá. Ela me disse que não precisava alterar nada e que funcionava assim: ela mandaria um email para todas as LCCs informando a razão do meu rematch e solicitando que me indicassem para famílias dos clusters delas. Disse ela que falou coisas muito boas a meu respeito e que o motivo informado foi "conflito de personalidade e estilo de vida".

Pois bem, no mesmo dia em que entrei em rematch, fui indicada para umas 4 famílias. As LCCs respondiam para a minha LCC comigo na cópia falando como era a família e para eu esperar o contato. Fiz skype com a host K, por telefone e skype à noite. Enquanto isso, enchia a outra au pair de perguntas pelo face... A host me falou que conversaria com o marido e me falaria algo no dia seguinte. Então, naquela maravilhosa quarta-feira, ela me mandou um e-mail falando que eles gostariam de fechar o match comigo, só queriam minha resposta pra fazer isso. Nesse mesmo dia, tinha recebido uma ligação de outra HF de NY (pertinho da minha amiga Talita!) e tínhamos marcado um skype pra mais tarde. Aí enviei um email para a host K. dizendo que gostaria de fazer mais algumas perguntas antes de fechar e enviei todas as dúvidas que eu conseguia pensar no momento. À noite, fiz skype com a HF de NY... uns fofos, pareciam uma família muito boa, passaram o contato da última au pair e tb da au pair brasileira que tiveram para eu falar com elas, se quisesse. Recebi também a ligação de uma HF indiana, mas não gostei muito...

Na quinta-feira, vi o e-mail da host K. respondendo todas as minhas perguntas e estava tudo ótimo. Mas eu tinha que tomar logo uma decisão, pq ela precisava fechar logo o match. Que difícil! Gostei de ambas as famílias, mas considerei que a host K. precisava para uma data bem próxima, enquanto a de NY precisava para quase 1 mês depois. Além disso, essa family de NY estava conversando com outras au pairs, podia ser que nem quisesse fechar comigo... então decidi não trocar o certo pelo duvidoso e fechei com a família de VA. Recebi ainda uma ligação de uma família de Michigan nesse dia, ela ficou de me ligar mais tarde, mas nada... Respondi a host K. aceitando o match e liguei para a minha LCC. Aí ela perguntou se eu não achava muito precipitado e tal, que eu deveria conversar com mais famílias... mas aí a HF de VA já tinha fechado o match pelo site, então não dava pra voltar atrás.

Decidido o match, a família queria que eu fosse dia 18 de agosto pra lá, que é quando eles voltavam de viagem. Porém, conversando com a então au pair atual deles, a Taís, comentei que gostaria de ir um pouco antes para não passar do prazo de 2 semanas na casa daquela HF que eu estava, pois, apesar da host ter dito que eu poderia ficar o quanto fosse preciso, não queria passar do prazo e ficar lá de favor mesmo. Aí ela falou com a host K. e eles me deram a opção de ir antes, porém eu ficaria sozinha na casa ou então se fosse no dia 14, a Taís já teria voltado da viagem dela e poderia me receber. Combinamos dia 14, uma terça-feira, que era quando o prazo do meu rematch vencia oficialmente também. Tudo certo, passagem comprada e contagem regressiva pra sair daquele inferninho de plástico... hahaha. Contei pra ex-host que tinha conseguido o match e iria embora dia 14 e ela falou novamente que eu poderia ficar mais se preciso, não tinha problema algum... ela também tinha fechado o novo match, mas a menina viria só no começo de setembro. Tenho dó dessa pessoa...

Na sexta-feira, fiz minha malinha de mão pra passar o weekend com meus amigos brasileiros que estavam de férias em NJ. Falei com a ex-host e ela disse q tudo bem, have fun etc. Eu achei sinceramente que ela fosse achar ótimo não me ter around no fds, mas não sei... só sei que fui de mala e cuia. Os queridos foram me buscar em casa e fomos pra diversão. Dormi na casa de uns amigos deles, conheci a família do Steven, que são pessoas maavilhosas! Os pais são brasileiros, mas moram nos EUA há muito tempo, tanto que os filhos são americanos, mas falam português em casa. Gente calorosa e bem educada! O fim de semana foi mara, até que chegou o fim do domingo e eu tive que puxar o carro... a mãe do Steven ainda falou que eu podia ir lá quando quisesse, se precisasse era só falar. Uma fofa!! No caminho pra casa, mandei um text pra host, falando que estava chegando e perguntado da chave (é, eu não tinha a chave da casa!). Ela respondeu que estava na caixa de correio. Ok then.  Cheguei em casa uma 8h30 e não tinha ninguém. Aí peguei o iPad do menino que eu sempre usava e que a host tinha dito que eu poderia usar quando quisesse, e fui ver meus emails, falar com o povo no skype etc. Vi um email da host falando para eu não chegar depois das 10h para não incomodá-los (Uiii!). Ainda bem que cheguei mais cedo... pelo menos disso ela não pode reclamar. Aí quando ela chegou, foi direto bater na minha porta. Perguntou se eu tinha pegado o iPad e eu disse que sim (óbvio, quem mais teria sido?). Aí deu a louca na mulher, ela falou super grossa que eu nunca deveria pegar nada dela sem pedir, pq ela não gostava disso e blábláblá e saiu andando sem nem ouvir o que eu ia dizer... legal, legal!

Fui pro meu quarto, já imaginando o terror que seria aquela semana... mas tudo bem, vamos temendo um dia de cada vez. Aí na segunda, estava lá pronta pra trabalhar no horário que ela tinha passado, fiquei entretendo a menina enquanto ela se arrumava pro trabalho, até que, na hora de sair, ela disse que levaria a menina pra casa da mãe dela e o menino já estava lá. Senti que algo estava errado, mas quem sou eu pra dizer qualquer coisa, né? Ajudei-a a colocar as coisas da kid no carro e perguntei sobre a chave. Ela disse que estava em cima da mesa. Quando entrei em casa, não tinha chave coisa nenhuma... aí mandei text pra ela avisando que não encontrei a chave. Afinal, não ia ficar em casa, então a porta ficaria aberta. Aí ela respondeu, grosseiramente como de costume, que tinha mais o que fazer do que se preocupar com a minha vida social, que não confiava em mim, que eu não deveria tocar em nada dela e me mandou deixar o ipad na mesa, usar o cel apenas para falar com ela e ir embora o quanto antes. Até parece, né! Liguei pra LCC na hora, contei o causo e até ela ficou abismada com essa atitude da host. Enfim, ela me perguntou se eu tinha onde ficar até a data de ir para a nova HF e eu disse que sim (lembrei das palavras da mãe do Steven...). Então, ela recomendou que eu arrumasse as minhas coisas e fosse embora naquele mesmo dia, pq aquela mulher estava agindo de forma muito estranha e não era seguro eu ficar lá. Me questionei se, caso eu não tivesse onde ficar, poderia ficar na casa da LCC... pelo jeito que ela falou, aposto que ela me deixaria na casa da host mesmo... tsc, tsc.

Arrumei minha mala, liguei pros meus amigos pedindo socorro e fui embora. Minha vontade era de falar um monte de merda pra host, mulher idiota, covarde... nunca falava nada na minha cara, só por e-mail e text. Mas o meu notebook estava para chegar naquela semana e eu de certa forma dependia dela para pegá-lo. Então, segurei a língua, ou melhor, os dedos, pq só trocamos e-mails... além do mais, não queria dar nenhuma margem para ela ter provas de que eu falei isso ou aquilo... mantive a compostura nos e-mails, ao contrário dela, que perdeu a linha totalmente.

Resumo da ópera: fui embora daquela casa, me sentindo mal porque afinal eu não merecia aquele tratamento, mas feliz e agradecida a Deus por tem um lugar para ir. No fim das contas, foi a melhor coisa que aconteceu, pq eu tive uma semana maravilhosa, gastei muito, passeei muito, extravasei toda a tensão... no próximo post, conto como foi. Consegui pegar o notebook no fim da semana, pois a megera levou pro trabalho e eu fui buscar lá... pq ela não queria que eu me aproximasse dos preciosos filhos dela... pelamor, né? Se achou a Angelina Jolie... coitada. Quando nos encontramos, ela simplesmente esticou a mão com a sacola, eu peguei e dei meu melhor sorriso pra mostrar como eu estava bem, e cada uma seguiu seu caminho sem trocar palavra. Não tenho nem como descrever meu alívio por me desvencilhar de vez daquela mulher. Desse momento em diante, foi vida nova!!!

Em breve, dou o ar da graça com os novos posts. Beijos!

See you, NY!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A vida de au pair como ela é

Galera, tô viva aindaaaaaaa!!!

Vim aqui falar um pouco (um muito, na verdade) sobre o que rolou nesses quase 3 meses de Estados Unidos... foi muuuuuita coisa mesmo!!

Vou começar falando sobre o treinamento... foi MARAVILHOSO. Assim em letras maiúsculas mesmo. Sempre vi muita menina reclamando que é puxado, chato e tal, mas eu achei super legal. O hotel é excelente. A única coisa chata é que os quartos são para 2 pessoas, então eles colocam uma caminha mequetrefe lá pra acomodar uma terceira pessoa... aí a gente faz um rodízio pra ninguém sair no preju de ficar na cama ruim todos os dias. Ou então, se vc tiver a sorte de dividir quarto com brasileiras legais, é melhor dividir a cama boa. Ou vc pode (assim como eu) dar a sorte de dividir quarto com uma alemã super boazinha (coisa rara) que não quer fazer rodízio e fica de boa na cama ruim! A comida às vezes é boa, às vezes sem graça... vai do gosto de cada um, mas nada comparado à comida brasileira. O horário das palestrinhas é bem rigoroso, atrasos não são tolerados sob nenhuma circunstância! O tour por NYC vale apenas por ser um passeio com todas aquelas meninas que vc talvez não veja de novo. Eu paguei, mas acho que não valeu a pena não... foi muito rápido, vc fica muito perdido, sem saber o que fazer com tão pouco tempo... se a host family pagar, ótimo, se não, não acho muito válido pagar não...

No intervalo das palestrinhas... que saudade!!

No bus indo pra NYC

Gatuxas em NYC

À espera da host family no lobby do hotel


Após o treinamento, temos o momento tão esperado: a chegada na Host Family! Bom, a chegada na minha HF foi a coisa mais morna, nada de especial... de cara, não gostei muito do clima, da dinâmica familiar. Passei o dia na casa da vó e fui pra casa só à noite. Não há palavras pra expressar minha decepção... começa que a casa da qual ela me falava, cujo endereço estava no application, não estava pronta ainda. Conclusão: ficaríamos no apartamento em que eles moravam perto da avó até podermos mudar pra casa nova. Mas o apartamento era minúsculo, "meu" quarto era atulhado de coisas das crianças, banheiro dividido e nojento, cachorro insuportável latindo o tempo todo, enfim... fui tentando levar, na primeira semana trabalhando achei até que poderia dar certo. No meio tempo, fui passeando po NY quando possível, pois a praga da host mom me colocava pra trabalhar sábado ou domingo para monitorar pessoalmente meu trabalho com as kids (uó). Esses únicos dias da semana em que eu saía, via outras pessoas, passeava por lugares lindos é que me faziam sentir que isso tudo estava valendo alguma coisa...

Com a Jéssica no Central Park

Com a Talitinha no restaurante brazuca em Mt. Vernon

Só essas meninas pra alegrar um pouquinho minha estadia naquela HF mesmo! Umas fofas. Mas, alegrias à parte, conforme os dias foram passando, as coisas na casa só foram piorando... a host mom cada vez mais insuportável, me sufocando com sua paranoia, eu cada vez mais de saco cheio e deprimida. Até que, em quase 3 semanas, isso tudo culminou em REMATCH! (Bendito seja!)

Mas as emoções não pararam por aí, não!!!! Antes de eu vir para a casa da nova família (sim! Com a graça de Deus, vim para outra família!), fui praticamente expulsa de casa por motivo que até agora me é desconhecido... demência daquela host mom insana. Em virtude disso, tive uma semaninha meio que de férias. Fiquei muito pobre, mas curti demaaaaaaaaais! Depois disso vim pra nova família, na qual estou muito bem obrigada há mais ou menos 1 mês e meio. Bom, acabo de me dar conta de que esse post vai ficar enorme se eu começar a contar tudo de uma vez... então, vou fazer outros 3 posts contando tudo sobre o rematch, as mini férias e a rotina aqui na nova família!

See you!